quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dr. Flávio Gikovate


O amor sempre implica alguma dependência e a idealização do amado é uma defesa: é bem menos perigoso depender de alguém visto como perfeito!
Um exemplo de como a dependência gera uma tendência à idealização é o da relação do doente com seu médico: "é Deus no céu e Dr. na terra".
O envolvimento amoroso real se inicia com o fim da idealização: o amado descerá do pedestal em que o colocamos e será observado com realismo.
Muitas vezes a admiração pelo parceiro não sobrevive ao fim da idealização: nesses casos, o relacionamento amoroso caminha para seu final.
Em outros casos, a avaliação mais objetiva do parceiro confirma as qualidades que nos encantaram e os defeitos se mostram menos relevantes.
Só conseguimos ver o parceiro como ele é depois do " choque de realidade". Se a admiração prevalece, começa uma verdadeira história de amor.

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