vem, meu amado, dançar comigo na sala
que ser estranhos à dois não incomoda
tudo que é vivo no mundo um dia roda
e nós girando até perder a fala
e se encontrar em tudo que s’encaixa
meus cotovelos contornam curvas tuas
no teu umbigo, rotações pelas luas
se te levanto, nada nos abaixa
quando chegar, nem bate na porta
faz algum tempo que eu não fecho ela
sei que quando chegar tu me conforta
enquanto isso danço eu sozinha
quem passa pode ver pela janela
e até pensa que sou toda minha.
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